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 França se prepara para greve geral de 24 horas
06 de Septiembre de 2010 • 20:01hs

Sindicatos na França prometem mobilizar centenas de milhares de pessoas em uma greve geral de 24 horas marcada para esta terça-feira. A greve deve atingir os transportes públicos, bancos, tráfego aéreo e o serviço de correios do país, em protesto contra propostas do governo de mudanças na idade para aposentadoria.

A paralisação foi marcada para coincidir com a apresentação da proposta de reforma na aposentadoria ao Parlamento da França. Os sindicatos franceses afirmam que querem levar centenas de milhares de pessoas do setor privado e do setor público em protestos nas ruas de todo o país.

Na noite de segunda-feira os franceses já começaram a enfrentar interrupção nos transportes, já que alguns funcionários do setor informaram que começariam a paralisação mais cedo. Apenas metade de todos os serviços de trens locais e entre as cidades devem funcionar durante a greve, de acordo com a companhia ferroviária estatal SNCF.

A companhia aérea Air France também aconselhou seus passageiros a checar o status de seus voos antes de se dirigirem para os aeroportos. Alguns professores secundários também já entraram em greve na segunda-feira, protestando contra os planos do governo de cortar 7 mil empregos no setor de educação.

Sem mudanças

A maior central sindical francesa, a CGT, afirmou que espera uma grande participação em manifestações em toda a França, com mais participantes do que os 800 mil que foram para as ruas durante as greves de junho. No entanto, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que não vai recuar em seus planos de aumentar a idade mínima de aposentadoria dos atuais 60 anos para 62. O governo argumenta que esta é a única forma de financiar o sistema de benefícios sociais.

A proposta de lei é uma das reformas mais importantes que o presidente espera aprovar durante seus dois últimos anos no cargo e será apresentada ao Parlamento pelo ministro do Trabalho, Eric Woerth. De acordo com o correspondente da BBC em Paris Christian Fraser, este é um momento crítico para Sarkozy, pois ele precisa aprovar as reformas quando sua aprovação atinge o nível mais baixo já registrado.

Sarkozy foi eleito há três anos com a promessa de deixar a França menos dependente do Estado. O correspondente afirma que aumentar a idade de aposentadoria de 60 para 62 anos parece pouco, mas os franceses não querem abrir mão de seu modo de vida, principalmente no direito de se aposentar cedo.

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